Exportações de bauxita no Brasil crescem 20% em 2025 e pressionam cadeia de coagulantes à base de alumínio

As exportações brasileiras de bauxita registraram alta de 20% em 2025, enquanto a produção nacional permaneceu estagnada na faixa de 30-33 milhões de toneladas. O movimento indica que volumes crescentes do minério estão sendo direcionados para o mercado externo, o que pode influenciar a disponibilidade doméstica de matéria-prima para produção de insumos químicos derivados de alumínio, como o PAC (policloreto de alumínio) e o sulfato de alumínio.
O sulfato de alumínio é produzido pela reação de bauxita ou hidróxido de alumínio com ácido sulfúrico, processo que consome grandes volumes do ácido e do minério como insumos base. O PAC, por sua vez, é obtido a partir da reação de fontes de alumínio (bauxita, alumina ou hidróxido) com ácido clorídrico, exigindo controle rigoroso de pureza e condições operacionais específicas.
Ambos os produtos são coagulantes amplamente utilizados no tratamento de água e efluentes, com demanda sazonal elevada em períodos de chuvas intensas, cenário recorrente no Brasil no início de 2026. A redução da disponibilidade de bauxita no mercado doméstico, decorrente do aumento das exportações, pode pressionar os custos de produção de derivados, especialmente para fabricantes que não possuem integração vertical com mineração.
A demanda por PAC e sulfato de alumínio permanece firme, impulsionada pela necessidade de tratamento de água em municípios afetados por chuvas intensas e pelo aumento da turbidez em mananciais. Estudos comparativos indicam que o PAC apresenta vantagem técnica na remoção de turbidez em águas de alta cor, o que tem incentivado sua especificação em ETAs de maior porte.
Autoral GlobalKem | 08 de abril de 2026