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Suzano obtém aval europeu para operação de US$ 3,4 bilhões com Kimberly-Clark e avança na cadeia produtiva

A dinâmica global de suprimentos do setor de papel e celulose atinge um marco importante com a aprovação, sem restrições, do acordo de US$ 3,4 bilhões entre a brasileira Suzano e a norte-americana Kimberly-Clark pela Comissão Europeia. A operação, que dá à Suzano o controle de 51% de uma nova empresa focada na divisão internacional de papéis sanitários (tissue) da parceira, foi aprovada pelas autoridades europeias, que entenderam que o negócio não prejudica a concorrência.

Com a união de mais de vinte fábricas globais e marcas presentes no mercado, a transação aguarda agora a decisão final do órgão regulador do Reino Unido, prevista para as próximas semanas. Para a indústria de base, a movimentação representa um avanço expressivo na estratégia da Suzano, a maior produtora mundial de celulose de eucalipto. Ao usar a própria matéria-prima para fabricar os produtos que vão para as prateleiras, a empresa reduz o risco de sofrer com as variações de preço da celulose no mercado, garantindo um destino certo e seguro para sua produção.

Na operação das fábricas, a união indica um aumento contínuo na compra de produtos químicos para papel, exigindo entregas constantes de insumos como alvejantes e aditivos de maciez. Além disso, o aumento da produção de itens para o varejo vai gerar uma forte e nova necessidade por embalagens, movimentando diretamente a cadeia petroquímica focada em plásticos flexíveis.

Adaptada GlobalKem | 14 de maio de 2026

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Comissão Europeia
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