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Tensões no Oriente Médio impulsionam cotações da ureia e fosfatados e reconfiguram custos do setor

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um levantamento indicando que as instabilidades geopolíticas no Oriente Médio já repercutem fortemente no mercado global de fertilizantes.

As restrições logísticas na região do Estreito de Ormuz, rota fundamental para o escoamento de gás natural, principal matéria-prima para a fabricação da ureia, geraram uma alta expressiva nos valores de frete e seguros marítimos. Como reflexo desta dinâmica de abastecimento, o mercado futuro da ureia registrou um avanço superior a 30% desde o início do conflito.

Analisando o mercado, além do impacto direto nos insumos nitrogenados, o estudo alerta para a vulnerabilidade no fornecimento da cadeia dos fosfatados, essenciais para a cultura da soja. O estado de Mato Grosso, por exemplo, importa quase 59% de todo o seu volume de fertilizantes fosfatados de parceiros comerciais diretamente expostos às tensões regionais, como o Egito e Israel.

O cenário requer atenção, uma vez que as negociações para o próximo ciclo se encontram em fase inicial, deixando o setor mais exposto à volatilidade externa em ambas as frentes químicas.

Adaptado GlobalKem | 18 de março 2026

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Notícias Agrícolas
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