Produção industrial de químicos cresce 1,9% na comparação anual em junho
Após dois meses consecutivos de queda, a produção industrial brasileira registrou variação de apenas 0,1% em junho, comparado com maio. Com o recente resultado, a produção industrial se encontra 2% acima do patamar pré-pandemia, contudo, 15,1% abaixo do nível recorde em maio de 2011. Na comparação anual, a retração foi de 1,3%.
Em relação aos segmentos avaliados, a produção aumentou em 17 dos 25 considerados na pesquisa. Dentre os principais avanços, destacam-se as atividades de metalurgia (+1,4%), celulose, papel e produtos de papel (+1,6%), produtos de borracha e material plástico (+1,4%) e produtos químicos (+0,6%).
André Macedo, gerente da pesquisa, acredita que a interrupção das recentes quedas ocorreu principalmente por conta do aumento de setores em crescimento, o mais disperso desde junho de 2024, com 22 taxas positivas. Outro importante ponto destacado, foi o avanço na indústria automobilística, que cresceu 2,4%, impulsionada principalmente pela maior produção de automóveis.
Os principais impactos negativos vieram da indústria extrativa (-1,9%), coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,3%), e produtos alimentícios (-1,9%). Somadas, essas atividades industriais representam 45% da indústria nacional. A indústria extrativa foi impactada principalmente pela queda na produção do minério de ferro, interrompendo 4 meses de alta consecutivos, os quais somados, apresentaram expansão de 9,3%. Já a indústria de coque e derivados de petróleo, acumulou retração de 9,1% em três meses consecutivos, refletindo a redução na produção de álcool e de produtos derivados do petróleo.
Por fim, comparando com o mês de junho de 2024, a queda para o setor de coque e derivados de petróleo foi de 13,2%, enquanto para papel e celulose a retração observada foi de 1,8%. Já entre as altas, a mais representativa foi para o setor extrativo (3,8%), refletindo principalmente a maior produção de óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural. Outros setores com altas importantes, foram o de metalurgia (4%), produtos de borracha e de material plástico (5%), produtos químicos (1,9%) e produtos têxteis (9,4%).
Adaptado GlobalKem | 04 de agosto de 2025