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Chuvas persistentes elevam riscos de perda de eficiência da cal virgem

Nas últimas semanas, o Brasil tem enfrentado um período prolongado de instabilidade climática, marcado por temporais frequentes, chuvas intensas e elevada umidade do ar em grande parte do território, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A atuação contínua de sistemas de baixa pressão, frentes frias e corredores de umidade tem mantido os volumes de precipitação acima da média e reduzido os intervalos de tempo seco, criando um ambiente favorável à ocorrência de alagamentos, infiltrações e altos índices de umidade relativa por vários dias consecutivos. Esse cenário climático não afeta apenas a mobilidade urbana e a infraestrutura, mas também impõe desafios importantes para a armazenagem e conservação de insumos industriais sensíveis à água, como a cal virgem.

A cal virgem é um material altamente reativo à umidade presente no ar. Quando armazenada em ambientes úmidos, mesmo sem contato direto com a água da chuva, parte do óxido de cálcio e do óxido de magnésio pode reagir com o vapor de água e com o dióxido de carbono atmosférico. Essas reações químicas transformam os óxidos ativos em compostos menos reativos, reduzindo a capacidade da cal de cumprir sua função nos processos industriais, ambientais e de tratamento de efluentes.

Com a redução do teor de óxidos ativos, a eficiência do produto diminui porque há menos material disponível para reagir quimicamente com o meio em que é aplicado. Como consequência, torna-se necessário aumentar a dosagem para atingir o mesmo efeito, o que eleva o consumo e pode comprometer o controle operacional. Além disso, a absorção de umidade provoca alterações físicas, como empedramento e formação de grumos, que dificultam o manuseio, a dosagem e a homogeneização da cal durante o uso.

Diante de um período marcado por chuvas frequentes e umidade elevada, a atenção à armazenagem da cal virgem torna-se essencial para preservar sua qualidade e desempenho. Ambientes secos, protegidos de infiltrações e com controle de umidade ajudam a evitar perdas de eficiência, desperdícios de material e impactos nos custos operacionais ao longo desse cenário climático desfavorável.

Autoral GlobalKem | 05 de janeiro 2026

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