Tarifas dos EUA sobre aço, alumínio e autopeças podem afetar setor automotivo e químico nos próximos meses

O novo acordo tarifário entre EUA e China manteve as tarifas de 25% sobre aço, alumínio e autopeças chinesas, o que pode afetar a produção de veículos e, por consequência, a demanda por plásticos e produtos químicos usados nesse setor.
Apesar de Canadá e México estarem isentos mediante o cumprimento do USMCA, outros países continuam sujeitos às mesmas tarifas. O mercado prevê queda entre 0,9% e 2,0% na produção de automóveis nos EUA em 2025, enquanto as vendas devam alcançar somente 6,7%.
Os automóveis são relevantes para o setor químico, uma vez que cada veículo contém, em média, 198 kg de plásticos e quase US$ 4.000 em produtos químicos, como polipropileno (PP), poliuretanos e nylon.
Empresas do segmento automobilístico já demonstraram preocupação com a demanda e estão adotando medidas como corte de estoques, redução de produção e revisão de custos.
As tarifas também aumentam os custos de produção dos veículos, o que pode ser repassado ao consumidor, desestimulando compras e reduzindo a produção futura. A Ford estimou que o impacto das tarifas em seu negócio pode chegar a US$ 2,5 bilhões.
Autoral GlobalKem | 15 de maio de 2025