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Expectativa de demanda sobe pelo segundo mês, enquanto desempenho atual da Indústria derruba índices setoriais

O Índice de Confiança Empresarial encerrou novembro praticamente estável, em 90,1 pontos, mas apresentou sinais de recuperação na média móvel trimestral, com alta de 0,2 ponto após cinco meses consecutivos de queda. Embora o resultado geral não tenha mostrado avanço expressivo, os componentes do índice revelam movimentos distintos entre setores e horizontes de análise.

A percepção sobre a situação atual dos negócios voltou a cair, pressionada pelo desempenho mais fraco da indústria, enquanto as expectativas registraram melhora pelo segundo mês seguido, impulsionadas por projeções menos negativas para a demanda nos próximos três meses.

O Índice da Situação Atual recuou 0,7 ponto, para 91,6 pontos, acumulando perdas relevantes ao longo do ano. Entre seus subindicadores, a avaliação sobre os negócios caiu para 90,3 pontos, e a percepção sobre o nível de demanda no momento recuou para 93,0 pontos. Já o Índice de Expectativas avançou 0,6 ponto, chegando a 88,7 pontos, sustentado pelo aumento do otimismo com a demanda no curto prazo, que subiu para 86,6 pontos, e pela melhora nas projeções para os próximos seis meses, que atingiram 91,1 pontos.

Entre os setores, três dos quatro segmentos analisados apresentaram alta na confiança. O comércio liderou os ganhos pelo segundo mês consecutivo, com avanço de 3,7 pontos e acumulando crescimento expressivo nos últimos três meses. Serviços e construção também registraram melhora, com altas de 1,2 e 1,0 ponto, respectivamente. A indústria, por outro lado, manteve trajetória negativa, com queda de 0,7 ponto no mês e perdas acumuladas superior a dez pontos no ano. O destaque negativo continua sendo a indústria, onde apenas um quarto dos segmentos mostrou melhora.

Adaptada GlobalKem | 03 de dezembro 2025

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FVG IBRE
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