EUA ampliam tarifas e reduzem embarques indianos, enquanto custos do alumínio sobem 26%
Os embarques indianos para os Estados Unidos recuaram 28,5% entre maio e outubro de 2025, após a adoção do novo bloco tarifário americano, que elevou as alíquotas para 50% no fim de agosto. No grupo de metais industriais — alumínio, aço, cobre e autopeças — as exportações diminuíram 23,8% no período, reduzindo a participação desses produtos para 7,6% do total enviado aos EUA. O movimento pressiona setores intensivos em mão de obra na Índia, uma vez que a queda nos pedidos ocorre simultaneamente ao aumento dos custos operacionais decorrentes do ajuste tarifário.
Nos Estados Unidos, a indústria de construção passou a absorver custos maiores: o índice de preços ao produtor para perfis laminados de alumínio avançou 1,7% em setembro e acumula alta de 26% em doze meses, influenciado pelo adicional tarifário implementado em junho e pela forte dependência de metal importado. Outros insumos essenciais também registraram variações relevantes no ano, como concreto pré-moldado (+5,5%) e diesel (+8,2%), mantendo pressão constante sobre empreiteiras e fornecedores.
No mercado internacional, o alumínio apresentou comportamento misto. Os contratos de três meses na Ásia avançaram 1,1% na primeira semana de dezembro, enquanto o volume de estoques monitorados pela LME recuou 0,5%, reforçando o descompasso entre oferta disponível e demanda por posições mais longas. Na China, o custo total da indústria de alumínio aumentou 1,1% em novembro, sustentado pelo encarecimento da energia hidrelétrica e pelo avanço dos anodos prebake. As projeções indicam novo aumento de custos em dezembro, impulsionado pela intensificação do período seco.
Na Austrália, o governo intensificou esforços para assegurar contratos de fornecimento renovável à Tomago Aluminium, responsável por 40% da produção regional. A alta participação da energia no custo operacional — mais de 40% — levou o país a priorizar a negociação de contratos de longo prazo para evitar risco de interrupção da produção e redução imediata da oferta oceânica.
Autoral GlobalKem | 04 de novembro de 2025