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China suspende exportações de ácido sulfúrico a partir de maio e pressiona mercados de metais e fertilizantes

A China planeia proibir as exportações de ácido sulfúrico a partir do mês de maio de 2026, uma medida que promete gerar oscilações para as indústrias globais de metais e fertilizantes. O setor já enfrenta severas interrupções na cadeia de fornecimento devido ao conflito no Irã e, esta nova restrição focada no ácido produzido como subproduto da fundição de cobre e zinco, deverá agravar o aperto no mercado internacional.

A decisão chinesa ocorre em um momento crítico. Os preços do ácido sulfúrico já haviam disparado com o fechamento do Estreito de Ormuz, que bloqueou as expedições de enxofre do Oriente Médio, região responsável por um terço do fornecimento global desta matéria-prima via transporte marítimo. Como o produto é vital para a extração de cobre e para a produção de fertilizantes fosfatados, a China optou por priorizar a demanda doméstica durante o pico da época de plantação agrícola para safra de primavera.

O Chile, o maior produtor mundial de cobre, deverá sofrer um impacto significativo, uma vez que importa anualmente mais de 1 milhão de toneladas de ácido sulfúrico da China (volume que suporta cerca de 20% da sua produção). Caso a proibição se estenda por todo o ano de 2026, os preços subirão ainda mais e será difícil substituir estes volumes a curto prazo, afetando também operações na República Democrática do Congo, Zâmbia e Indonésia. O cenário de escassez pode gerar restrições de produção severas e inflacionar os custos globais do setor agrícola e de eletrificação.

Adaptada  GlobalKem | 16 de abril de 2026

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TheDeepDive.Ca
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