A produção de autoveículos no Brasil registrou crescimento de 15,2% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, atingindo 253,8 mil unidades produzidas, sendo o melhor resultado para o mês desde 2019, conforme dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Para o mercado brasileiro de insumos químicos industriais a recuperação sustentada da produção automotiva gera efeito cascata direto na demanda de químicos de processos aplicados na fabricação de veículos.
O desempenho de maio consolida um primeiro semestre robusto: nos cinco primeiros meses de 2026, a produção totalizou 1,126 milhão de unidades, crescimento de 7,1% comparado com o mesmo período de 2025, enquanto as vendas internas (emplacamentos) somaram 1,148 milhão de veículos, alta de 16,4%. Esse movimento aquece especificamente a cadeia de polímeros de engenharia e químicos especiais, segmentos onde o Brasil possui capacidade instalada, mas também depende de importações complementares para atender picos de demanda.
Em maio de 2026, os eletrificados alcançaram participação recorde de 19,5% nas vendas, com elétricos puros somando 21 mil unidades emplacadas e híbridos de todos os tipos totalizando 30,7 mil veículos no mês. No primeiro semestre, foram 130 mil unidades comercializadas, sendo 70 mil produzidas nacionalmente e 60 mil importadas. A produção de baterias de íon-lítio, utilizada nos carros elétricos, também demanda Ácido Fosfórico industrial para síntese de fosfatos de lítio (LiFePO) e outros compostos catódicos, enquanto Peróxido de Hidrogênio é aplicado em processos de oxidação e limpeza de componentes eletrônicos.
Além disso, refratários à base de alumina, zircônia e óxido de magnésio são essenciais para revestimento de fornos utilizados na produção de componentes cerâmicos para baterias e sistemas de gerenciamento térmico, se tornando uma demanda incremental para os insumos químicos industriais.
Adaptado GlobalKem | 30 de julho de 2026