Desaceleração do INCC-M em setembro de 2026 alivia pressão de custos
O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de apenas 0,25% em setembro de 2026, representando uma desaceleração significativa em relação à variação de 0,85% observada em agosto. No acumulado de 12 meses, o indicador atingiu 6,61%, também abaixo dos 7,07% registrados até setembro de 2025. Para o mercado de insumos químicos industriais, esse arrefecimento da inflação setorial, especialmente no grupo de “Materiais para Instalação”, sinaliza um ambiente mais estável para a cadeia de PVC e químicos de tratamento de água, sustentando os volumes de demanda.
A moderação do INCC-M foi puxada pela queda generalizada nos principais grupos de custos, compostos por “Materiais, Equipamentos e Serviços”, que subiu 0,17% em setembro, ante 0,33% em agosto. Dentro da categoria de “Materiais e Equipamentos”, a taxa também recuou de 0,33% para 0,17%. Para “Materiais para Instalação”, temos o grande destaque da desaceleração, com a taxa de variação caindo de 1,26% em agosto para apenas 0,48% em setembro.
A estabilização dos custos de “Materiais para Instalação” e a moderação geral do índice têm impactos diretos e mensuráveis na demanda por insumos químicos industriais aplicados na construção civil. O PVC, por exemplo, é um componente central em “Materiais para Instalação”, sendo a resina base para tubos, conexões, eletrocalhas, perfis de janelas e revestimentos de piso. A desaceleração da inflação neste subgrupo indica que os produtores de resina PVC e compostos estão conseguindo absorver ou repassar custos de forma mais equilibrada, o que tende a sustentar ou ampliar os volumes de consumo pelas indústrias.
Vale destacar que, a construção civil consome volumes relevantes de PAC (Policloreto de Alumínio), Sulfato de Alumínio, Cal (virgem e hidratada) e Hipoclorito de Sódio para tratamento de efluentes, controle de poeira, estabilização de solos e cura de concreto. A moderação dos custos de mão de obra e serviços melhora a viabilidade econômica de projetos, mantendo o ritmo de obras e, consequentemente, a demanda basal por esses coagulantes e alcalinizantes.
Além disso, itens de acabamento também se beneficiam do ambiente de menor pressão inflacionária. A estabilidade de custos facilita o planejamento de compras das construtoras, o que pode vir a favorecer também a demanda por Peróxido de Hidrogênio (usado no branqueamento e tratamento de efluentes da indústria de tintas) e Ácido Fluossilícico (aplicado em tratamentos superficiais e endurecedores de concreto).
Adaptada GlobalKem | 30 de setembro de 2026