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Projeto Sinopec-SABIC avança e pode ampliar oferta petroquímica na Ásia

O projeto petroquímico Sinopec-SABIC Gulei, localizado na base petroquímica de Gulei, em Zhangzhou, na província chinesa de Fujian, atingiu uma nova etapa operacional neste mês. Em 18 de junho, a unidade de etileno do complexo concluiu a entrega intermediária e iniciou a fase de comissionamento integrado, etapa que antecede os testes com carga e a preparação para o início da produção.

O projeto é uma parceria entre o Fujian Energy Petrochemical Group e a SABIC, da Arábia Saudita, com investimento estimado em RMB 44,8 bilhões, equivalente a cerca de US$ 6,4 bilhões. A SABIC já havia informado que o complexo será formado por uma unidade petroquímica de craqueamento a vapor, com capacidade anual de até 1,8 milhão de toneladas de etileno, além de unidades de derivados como etilenoglicol, polietileno, polipropileno e outras estruturas de processamento.

Para a cadeia de insumos químicos, o avanço é relevante porque o etileno é uma das principais bases da petroquímica. A partir dele são produzidos derivados usados em diferentes setores industriais, incluindo MEG, polietileno, intermediários orgânicos e resinas termoplásticas. A ampliação dessa capacidade na China também pode influenciar cadeias relacionadas a PVC e vinílicos, já que o produto integra rotas importantes de intermediários petroquímicos.

A entrada de uma unidade desse porte tende a reforçar a disponibilidade regional de matérias-primas e derivados petroquímicos na Ásia. Como o complexo também contempla unidades de processamento posteriores, o impacto pode se estender para além da produção de etileno, influenciando fluxos de MEG, resinas, intermediários e produtos transformados em mercados que já exercem forte influência sobre referências internacionais.

O movimento também reforça a estratégia chinesa de ampliar a autossuficiência em matérias-primas químicas de maior valor agregado. Segundo a imprensa oficial chinesa, a entrada do projeto em operação deve fortalecer o suprimento doméstico de matérias-primas químicas avançadas, reduzir a dependência externa de produtos químicos de alto padrão e elevar a resiliência da cadeia petroquímica do país.

Para compradores no Brasil, o impacto tende a ser indireto, mas importante para acompanhamento. Uma maior oferta petroquímica na China pode alterar a dinâmica de exportações asiáticas, aumentar a competição em mercados internacionais e influenciar negociações de produtos como MEG, resinas termoplásticas, intermediários orgânicos e derivados petroquímicos.

Autoral GlobalKem | 23 de junho de 2026

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