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Restrição das exportações de Ácido Sulfúrico chinês começam a gerar impacto no mercado internacional

Em uma movimentação agressiva para garantir a segurança alimentar interna, a China restringiu severamente as exportações de ácido sulfúrico em maio. Os embarques caíram de uma média mensal de 110 mil a 140 mil toneladas no início de 2026 para apenas 980 toneladas em junho. O contraste com o desempenho de 2025, quando o país exportou 4,65 milhões de toneladas, evidencia a magnitude do bloqueio.

A China adota agora uma política de tolerância zero ao desabastecimento. A retenção do ácido sulfúrico visa baratear o custo de produção de fertilizantes fosfatados domésticos. Esta estratégia suporta a nova regulamentação que exige reservas estatais de alimentos capazes de sustentar populações de cidades com mais de 1 milhão de habitantes por um período mínimo de duas semanas.

Países como o Chile e a Indonésia, dois dos maiores importadores do Ácido chinês, não registraram nenhum volume de importação do país asiático no último mês. Como a principal matéria-prima do Ácido Sulfúrico é o Enxofre, a restrição das exportações chinesas é mais um fator agravante para a baixa disponibilidade dos derivados de petróleo. Para o Chile, o insumo é essencial para a Lixiviação em Pilha, método utilizado para a extração de cerca de 20% da produção de cobre do país. Para a Indonésia, o corte afeta diretamente as plantas de Lixiviação Ácida sob Alta Pressão (HPAL), essenciais para o refinamento do níquel destinado à cadeia de baterias.

Adaptada GlobalKem | 23 de julho de 2026

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Chemnet
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