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DePoly inaugura planta de reciclagem química de PET que pode impactar cadeia do MEG

A DePoly inaugurou uma nova unidade de demonstração para reciclagem química de PET e poliéster em Monthey, na Suíça. A planta, instalada no parque industrial da CIMO, tem capacidade para processar cerca de 500 toneladas por ano de resíduos de PET e poliéster, funcionando como uma etapa de validação industrial antes da expansão para escala comercial.

A tecnologia da companhia atua por meio da despolimerização química, processo que quebra o PET e o poliéster em seus blocos químicos originais. Nesse caso, os principais produtos recuperados são PTA (ácido tereftálico purificado) e MEG (Monoetilenoglicol), matérias-primas utilizadas novamente na produção de PET e poliéster.

Como o MEG é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de PET, o avanço da reciclagem química também ganha relevância para essa cadeia. A recuperação de MEG e PTA a partir de resíduos pode criar uma rota alternativa de suprimento, reduzindo parcialmente a dependência de matéria-prima virgem no longo prazo. Ainda assim, o impacto imediato sobre o mercado global de MEG tende a ser limitado, já que a planta atual tem escala demonstrativa e servirá principalmente para validar a tecnologia antes da expansão comercial.

Segundo a DePoly, a rota permite tratar resíduos que normalmente apresentam maior dificuldade para a reciclagem mecânica, como embalagens coloridas, materiais contaminados, filmes complexos e resíduos têxteis de poliéster. A proposta é recuperar matérias-primas com qualidade próxima à virgem, reduzindo a dependência de insumos fósseis na cadeia de plásticos e fibras sintéticas.

A inauguração marca um avanço relevante para o setor de reciclagem química, especialmente porque a planta será usada para otimizar o processo, qualificar materiais junto a clientes e gerar dados técnicos para uma futura unidade comercial. A empresa já prepara uma planta em escala industrial com capacidade prevista de 50 mil toneladas por ano, cuja localização deve ser anunciada no primeiro semestre de 2027.

Para a cadeia química, o movimento reforça o desenvolvimento de rotas alternativas para obtenção de MEG e PTA reciclados, insumos essenciais para a produção de PET. Embora a capacidade inicial ainda seja restrita, a evolução desse tipo de tecnologia pode ampliar a oferta de matérias-primas circulares para setores como embalagens, têxteis, bens de consumo e resinas de engenharia.

 Autoral GlobalKem | 23 de julho de 2026

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