Mercado

Recuo da inflação anual para 1,7% na zona do euro sinaliza queda de custos energéticos 

 O Eurostat confirmou nesta terça-feira (25) que a inflação ao consumidor na zona do euro recuou para 1,7% em janeiro de 2026, abaixo da meta de 2% do BCE. Embora a notícia tenha sido celebrada pelos mercados financeiros, há um sinal menos visível, e mais relevante para a indústria química: o componente “energia” do IPC caiu 4,0% em termos anuais. 

Para a indústria química, esse movimento é relevante, pois, a produção de soda cáustica e cloro via eletrólise do sal consome até 3.500 kWh por tonelada, tornando o setor altamente sensível ao custo da eletricidade. Se a normalização dos preços de eletricidade na Europa se sustentar, produtores regionais de cloro-soda, podem recuperar margens operacionais e retomar volumes de exportação.  

Os produtos com maior sensibilidade a esse movimento é a soda cáustica, pela exposição direta ao custo da eletricidade, e o ácido sulfúrico, cuja logística de importação depende fortemente de fornecedores europeus. O cloro e o hipoclorito de sódio tendem a ser impactados de forma indireta, via margens de produtores integrados como, por exemplo, a Unipar que opera em mercado competitivo com a paridade de importação. 

Adaptado GlobalKem | 26 de fevereiro 2026 

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Eurostat
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