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Produção de cloro na Europa recua 12% em janeiro de 2026 

A produção de cloro na Europa registrou queda de 12% em janeiro de 2026, atingindo 637.100 toneladas, segundo dados da Eurochlor, associação que representa a indústria de cloro-álcalis no continente. A produção média diária foi de 20.552 toneladas, 1,2% superior a dezembro de 2025, porém 12% inferior a janeiro de 2025 (23.357 toneladas). O recuo na atividade produtiva reflete a combinação de custos energéticos elevados, demanda industrial moderada e ajustes operacionais em plantas de eletrólise. 

As unidades produtoras europeias operaram com taxa de utilização reduzida no início de 2026, influenciadas pelo alto custo da eletricidade, insumo crítico para processos de eletrólise do sal, e pela retração do consumo em segmentos como construção civil, automotivo e bens de capital. A Alemanha, principal polo produtor de cloro-álcalis na Europa, compartilha dinâmicas de custo energético com demais países do bloco, o que pode influenciar a competitividade de volumes destinados à exportação. 

Os estoques europeus de soda cáustica situaram-se em 216.029 toneladas em janeiro de 2026, volume 5,7% inferior ao mês anterior (dezembro de 2025: 229.110 toneladas) e 28.888 toneladas abaixo do patamar de janeiro de 2025 (244.917 toneladas). A taxa de utilização da capacidade produtiva de cloro-álcalis na Europa operou em 65,5% em janeiro de 2026, contra 74,0% em janeiro de 2025, indicando capacidade ociosa significativa que pode ser acionada conforme a recuperação da demanda industrial. 

A contração na produção de cloro afeta a disponibilidade de derivados como soda cáustica, produzida concomitantemente ao cloro por eletrólise, cuja oferta é limitada pela demanda do co-produto. Também são impactados o hipoclorito de sódio, utilizado em tratamento de água e saneamento, e o ácido clorídrico, subproduto da cadeia empregado em processos industriais de decapagem e síntese química. 

Adaptada GlobalKem | 01 de Abril de 2026 

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EuroChlor
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