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Brasil desponta como maior beneficiado por novo regime tarifário dos EUA 

A partir desta terça-feira, 24 de fevereiro, entra em vigor o novo regime tarifário imposto pelo governo de Donald Trump, estabelecendo uma alíquota global de 10% sobre todas as importações que entram nos Estados Unidos. Embora a medida pareça restritiva à primeira vista, o Brasil é o país mais beneficiado com a mudança. Isso ocorre devido à recente decisão da Suprema Corte americana que derrubou as sobretaxas baseadas na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos em Emergência Internacional), que desde julho de 2025 impunham taxas de até 40% sobre diversos itens brasileiros, além das “tarifas recíprocas”  de 10% impostas por Donald Trump em abril de 2025.  

Com a queda desses encargos específicos e a adoção da nova taxa global, a tarifa média aplicada aos produtos brasileiros deve sofrer uma redução de 13,6 pontos percentuais, a maior queda registrada entre todos os parceiros comerciais dos EUA, superando até mesmo China (-7,1 p.p.) e Índia (-5,6 p.p.), este modelo tem validade prevista de 150 dias. A especulação sobre uma elevação para 15% depende de uma ordem separada que Trump ainda deverá assinar, sem uma data definida até o momento. 

Na prática, as mercadorias nacionais passam a pagar a tarifa normal de cada item, retornando aos patamares anteriores ao “tarifaço” de abril do ano passado, acrescida do imposto extra temporário de 10%. Apesar do cenário favorável, alguns setores e riscos ainda exigem cautela. Além disso, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA alertou que as investigações da Seção 301 contra o Brasil permanecem ativas. Caso os EUA identifiquem “práticas desleais”, novas tarifas específicas podem ser impostas no futuro.  

Adaptada GlobalKem | 25 de fevereiro 2026 

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