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Reforma tributária reduz oscilações e intensifica avanço da industrialização brasileira

A reforma tributária é apontada como um passo importante para organizar a economia e fortalecer a indústria. O ponto central da mudança é o fim da cumulatividade de tributos, o chamado “imposto sobre imposto”. Atualmente, a produção de insumos químicos é suscetível a encargos que se acumulam em cada etapa, desde a matéria-prima até o produto final. Com as novas regras, promovidas pela reforma, esse peso tributário diminui, tornando os custos de fabricação mais estáveis.

Para o mercado de insumos industriais, como Soda Cáustica, Cloro e Ácido Sulfúrico e Fosfórico, a mudança permite uma previsibilidade maior dos gastos operacionais. Sem o acúmulo de impostos ao longo da cadeia, o custo de produzir esses itens em solo nacional torna-se mais competitivo. Isso incentiva as empresas a investirem em novas tecnologias e na expansão de suas plantas, impulsionando a retomada da produção nacional de químicos básicos.

Setores que demandam grandes volumes de polímeros, como a construção civil e a indústria de embalagens, tendem a elevar a procura por materiais como PVC, PE e PP. Como a reforma facilita investimentos em infraestrutura e grandes obras, a demanda por esses insumos deve crescer de forma mais constante, reduzindo a volatilidade de pedidos que frequentemente prejudica o planejamento das fábricas.

A simplificação e a transparência do novo modelo tributário conferem maior segurança jurídica e previsibilidade para o planejamento estratégico das empresas. Assim, a mudança abre espaço para ganhos de produtividade e para expansão de investimentos em processos industriais, favorecendo o avanço da industrialização brasileira, inclusive a indústria química.

Adaptado GlobalKem | 24 de fevereiro 2026

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CBIC
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