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Setor automotivo inicia 2026 com recorde de eletrificados, apesar de queda na produção e exportações

O setor automotivo brasileiro iniciou o ano de 2026 apresentando um desempenho estável no mercado interno, com o licenciamento de 170,5 mil veículos em janeiro. Esse volume representa uma variação negativa de apenas 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, um resultado considerado positivo pela ANFAVEA, visto que o calendário atual contou com um dia útil a menos. O crescimento foi sustentado principalmente pelos automóveis de passeio, que avançaram 1,4%, e pelos comerciais leves, com alta de 3%, compensando as retrações observadas no segmento de veículos pesados.

Um dos maiores destaques do período foi o avanço dos veículos eletrificados, que atingiram a marca histórica de 16,8% de participação nos emplacamentos totais, sendo que 35% desse montante corresponde a modelos híbridos produzidos no próprio Brasil. Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, esses números recordes reforçam a importância da produção local e indicam uma trajetória de crescimento robusto ao longo de todo o ano.

Além do avanço tecnológico, o mercado interno foi impulsionado pelo programa Carro Sustentável, focado em modelos de entrada, que já acumula 282 mil unidades vendidas desde seu lançamento, representando um volume 22,8% superior ao patamar registrado antes da isenção de IPI. Em contrapartida, os emplacamentos de ônibus e caminhões sofreram quedas acentuadas de 33,9% e 31,5%, respectivamente, em janeiro. Apesar disso, o setor projeta uma recuperação gradual para os pesados através do programa Move Brasil, que em apenas um mês de vigência já teve R$ 1,3 bilhão em financiamentos aprovados pelo BNDES para a renovação de frotas.

No que diz respeito à produção nacional, houve uma queda de 12% em janeiro, totalizando 159,6 mil unidades fabricadas, o que se explica pela base de comparação elevada do ano passado e pela retração de 18,3% nas exportações. O mercado externo foi prejudicado principalmente pela redução de 5% nos embarques para a Argentina, um parceiro comercial estratégico. Diante desse cenário, a Anfavea ressalta a necessidade de monitorar de perto a economia argentina para preservar as cadeias produtivas integradas, enquanto aposta na continuidade dos programas de incentivo interno para manter o ritmo da indústria até o fim de 2026.

Adaptada GlobalKem | 10 de fevereiro 2026

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ANFAVEA
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