Mercado

Inflação de 2027 deve orientar ritmo de corte da Selic em 2026

A trajetória da inflação projetada para 2027 deve ser o principal fator a orientar o ritmo de corte da taxa básica de juros, a Selic, ao longo de 2026. Apesar das pressões fiscais associadas a um ano eleitoral, o mercado já considera próximo o fim do atual ciclo de aperto monetário, com a taxa mantida em 15%.

As apostas se dividem entre o início dos cortes já em janeiro ou a partir de março. Segundo o Boletim Focus divulgado em 15 de dezembro, a projeção mediana é de que a Selic encerre 2026 em 12,13%, embora as estimativas variem entre 11,25% e 12,75%, refletindo diferentes leituras sobre inflação, atividade econômica e política fiscal.

O Comitê de Política Monetária (Copom) tem destacado a resiliência inflacionária e as incertezas domésticas e internacionais como fatores de cautela. Na última ata do ano, o Banco Central retirou o mercado de trabalho da lista de riscos inflacionários imediatos, sinalizando menor pressão salarial, além de reconhecer uma diminuição no consumo das famílias.

Analistas avaliam que a condução da política monetária dependerá do comportamento da atividade econômica e da confiança do mercado na trajetória fiscal. A ancoragem das expectativas de inflação segue sendo condição central para a flexibilização dos juros. Com a mudança do chamado “horizonte relevante” para 2027, o Banco Central ganha maior flexibilidade para iniciar o ciclo de cortes, mesmo com projeções de inflação ainda levemente acima da meta. Instituições financeiras divergem sobre o ritmo e o momento inicial da redução, mas há consenso de que o processo será gradual e condicionado à evolução dos dados econômicos ao longo do ano.

Adaptada GlobalKem | 29 de dezembro 2025

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InfoMoney
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