O Índice de Confiança da Indústria, divulgado pelo FGV IBRE na última quarta-feira (27), caiu 4,4 pontos em agosto, atingindo 90,4 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 2,8 pontos, para 94,0 pontos.
A retração atingiu 15 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual caiu 3,9 pontos, para 93,4, influenciado principalmente pela percepção da situação dos negócios, que recuou 6,1 pontos, a maior queda desde janeiro de 2022. O nível atual de demanda caiu 2,0 pontos, para 95,6, enquanto os estoques passaram a indicar excesso, com avanço de 3,4 pontos, alcançando 106,2 pontos.
O Índice de Expectativas recuou 4,9 pontos, para 87,6, menor patamar desde 2021. Entre os componentes, o destaque negativo veio do indicador de expectativas de emprego, o qual recuou 5,9 pontos, para 91,2, o pior resultado desde junho de 2020. A tendência dos negócios retraiu 4,5 pontos, para 83,6, e a produção prevista caiu 4,1 pontos, para 88,6.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria permaneceu estável em agosto, variando 0,1 ponto percentual e alcançando 82,6%. Segundo Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE, a queda da confiança reflete o aumento das incertezas diante do acúmulo de estoques, da política monetária restritiva e das novas taxações sobre produtos brasileiros, fatores que podem intensificar a desaceleração do setor ao longo do segundo semestre.
Adaptado GlobalKem | 28 de agosto de 2025