Mosaic reestrutura operações no Brasil: venda de ativos e foco estratégico em bioinsumos e minerais críticos
A multinacional Mosaic está implementando uma profunda reestruturação de seu modelo de negócio no mercado brasileiro. A estratégia envolve a redução da produção local e o aumento da importação de matérias-primas, em um esforço de otimização de resultados perante o cenário global de inflação de insumos. Como parte deste movimento corporativo, a empresa confirmou a paralisação definitiva e a intenção de venda de sua unidade fabril em Araxá (Minas Gerais), além de já ter concluído a alienação de sua mina de potássio no estado de Sergipe.
Um dos fatores determinantes para a suspensão das operações em Araxá foi a forte volatilidade no custo do enxofre, insumo químico estrutural. A companhia explicou que o produto operava historicamente na faixa de US$ 100 por tonelada, mas já havia atingido o patamar de US$ 550 em dezembro, período em que a primeira paralisação temporária foi anunciada, antes mesmo dos impactos globais gerados pela guerra. Esse cenário de custos elevados, somado às pressões logísticas no Oriente Médio e à demanda crescente do setor de baterias elétricas, tornou a operação da unidade financeiramente inviável, resultando na decisão atual de venda definitiva.
Apesar da desmobilização destes ativos físicos, a direção da companhia descarta qualquer plano de saída do país e reafirma o seu posicionamento a longo prazo no mercado nacional. O capital liberado pelas vendas está sendo redirecionado para a divisão Mosaic Biosciences, com foco em um portfólio de desempenho superior em biológicos e fertirrigação.
Paralelamente, a empresa mantém a sua mina em Patrocínio (MG) paralisada, mas sob controle estratégico. A unidade é alvo de estudos de viabilidade para o desenvolvimento de um projeto focado na exploração de terras raras e nióbio, sinalizando uma transição da Mosaic rumo a minerais críticos de alto valor agregado para a nova economia verde.
Adaptada GlobalKem | 30 de abril de 2026