Mercado

Expansão da cadeia produtiva de MEG na China pode trazer superoferta

O mercado global de Monoetilenoglicol (MEG) caminha para um cenário de superoferta no médio prazo, impulsionado pela expansão acelerada da capacidade produtiva na China e pelo enfraquecimento do suporte de custos vindo do petróleo. Com o avanço de megaempreendimentos petroquímicos e a maior competitividade das plantas locais baseadas em gás de síntese, a capacidade chinesa de MEG deve atingir 31 milhões de toneladas ainda em 2026, um crescimento anual de 6,2%, reduzindo de forma expressiva a dependência de importações do país e pressionando as cotações internacionais do insumo para baixo.

Para a indústria química brasileira, essa dinâmica traz uma possível melhora nos custos de importação de matérias-primas. Setores altamente dependentes do MEG, como os fabricantes de resina PET para embalagens, fibras de poliéster para o segmento têxtil e formuladores de fluidos de arrefecimento automotivo, devem se beneficiar de cotações internacionais mais baixas e do redirecionamento de excedentes exportáveis das Américas e do Oriente Médio para a América Latina. Em contrapartida, a abundância e o menor custo do insumo de origem fóssil tendem a elevar os desafios de competitividade para investimentos em bio-MEG e soluções renováveis no mercado nacional.

Adaptada GlobalKem | 13 de agosto de 2026

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Chemnet
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