Intensificação dos conflitos no Oriente Médio afeta cadeia de insumos químicos
O conflito entre Estados Unidos e Irã começou a impactar produtores petroquímicos do Oriente Médio. A QatarEnergy anunciou a paralisação das operações de produção de polímeros, ureia e metanol após ataques a suas instalações nas cidades industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, nesta terça-feira (03/03/2026). O incidente faz parte da escalada das tensões no Oriente Médio, ligada à retaliação iraniana aos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro.
A paralisação reforça as preocupações com a disponibilidade internacional, especialmente em um momento já marcado por restrições logísticas, como a interrupção no Estreito de Ormuz, e limitações de oferta em importantes origens exportadoras, ocorrendo a tendencia a encarecer os custos de frete.
Com o aumento do preço do petróleo tende-se a elevar os custos de produção de petroquímicos na Ásia e na Europa, onde o etileno é predominantemente produzido a partir de nafta derivada de crude. Produtores norte-americanos, que utilizam majoritariamente etano como matéria-prima, permanecem mais isolados dessa pressão de custos
O enxofre elementar, majoritariamente obtido como subproduto do refino de petróleo e do processamento de gás natural, é matéria-prima essencial para a produção de ácido sulfúrico, com a crescente nos conflitos, pode haver restrições no fluxo global da commodity, impactando a disponibilidade e os custos de ácido sulfúrico em mercados importadores como o Brasil.
Autoral GlobalKem | 05 de março 2026