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Avanço das embalagens pode favorecer demanda por Soda Cáustica

O crescimento das exportações brasileiras de carnes, frutas e outros alimentos impulsionou a indústria de papel e embalagens no primeiro semestre de 2026. Diante do desempenho acima do esperado, a Empapel elevou em até 1,9% sua projeção de crescimento para o setor neste ano.

Mais de 60% da produção acompanhada pelo Índice Brasileiro de Papelão Ondulado está relacionada a alimento. No início do ano, a antecipação dos embarques de carne para a China também ampliou a necessidade de embalagens utilizadas no armazenamento e transporte dos produtos.

A maior atividade do setor pode favorecer o consumo de Soda Cáustica, empregada na produção e no tratamento da polpa, no branqueamento, no ajuste de pH e no processamento de fibras recicladas. O impacto, porém, não ocorre de forma proporcional ao crescimento das embalagens, pois depende do tipo de fibra, da configuração das unidades e da capacidade de recuperação química de cada fábrica.

Ainda assim, um nível mais elevado de produção pode ampliar as necessidades de reposição de Soda Cáustica e sustentar a procura por outros produtos químicos utilizados na fabricação de papel e papelão ondulado. A perspectiva também encontra suporte na indústria brasileira de alimentos, que projeta crescimento entre 2% e 2,5% em 2026.

Para os fornecedores químicos, a continuidade das exportações de alimentos e o avanço do consumo doméstico podem manter aquecida a demanda da cadeia de papel e embalagens nos próximos meses. No caso da Soda Cáustica, o efeito dependerá principalmente do ritmo de operação e do perfil produtivo das fábricas.

Autoral GlobalKem | 17 de setembro de 2026

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