Com foco em competitividade, Abiquim projeta futuro da indústria química no Brasil
A indústria química brasileira passa por uma importante transformação regulatória e tecnológica. Para alinhar o setor às novas exigências do mercado e fortalecer a produção nacional, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) reuniu, em São Paulo, cerca de 65 executivos, especialistas e representantes do governo federal. O workshop debateu o futuro da política industrial, a modernização das fábricas e os caminhos para garantir a competitividade de cadeias estratégicas, como as de PVC, Soda Cáustica, Cloro e MEG.
Na abertura do encontro, o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, destacou que as diretrizes ambientais se tornaram um pilar estratégico de mercado. Para ele, políticas públicas que estimulem investimentos, inovação e segurança jurídica serão determinantes para o país liderar o setor nos próximos anos. A coordenadora de sustentabilidade da entidade, Carolina Sartori, lembrou que o Brasil é o sexto maior mercado químico do mundo e possui diferenciais únicos, como uma matriz energética fortemente limpa, decisiva para processos intensivos, como a fabricação de Cloro e Soda Cáustica, e a grande oferta de matérias-primas de origem renovável.
Durante o evento, a Abiquim apresentou um estudo sobre as trajetórias tecnológicas da indústria nas próximas décadas. O levantamento indica que a transição para processos mais eficientes exigirá entre 69 bilhões e 93 bilhões de dólares em investimentos. O estudo mostra que priorizar insumos nacionais, como a biomassa sustentável, a reciclagem avançada e a energia limpa, reduz custos operacionais e diminui a dependência externa por matérias-primas essenciais, como MEG, Poliacrilamidas, Ureia e ácidos industriais.
O workshop também serviu para alinhar o setor privado às ações do Executivo Federal. Representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) detalharam a Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial, focada em inovação, insumos renováveis e financiamento da transição. Com isso, a Abiquim reforçou seu papel de orientar políticas públicas baseadas em evidências técnicas, buscando transformar desafios regulatórios em oportunidades concretas de crescimento para toda a cadeia de resinas, clorados, intermediários e especialidades químicas no país.
Adaptada GlobalKem | 30 de julho de 2026