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Parada em petroquímica chinesa pode pressionar custos de polímeros industriais e ABS no Brasil

Uma parada não programada em uma unidade de acrilonitrila da Zhejiang Petrochemical, na China, pode gerar reflexos em diversas cadeias industriais brasileiras. A empresa interrompeu uma linha com capacidade de 130 mil toneladas por ano após uma falha operacional, reduzindo a utilização da planta para cerca de 70%.

Embora a acrilonitrila seja amplamente conhecida como matéria-prima do ABS, plástico utilizado em geladeiras, máquinas de lavar, eletrônicos e componentes automotivos, o insumo também ocupa posição estratégica na produção de acrilamida e poliacrilamidas, compostos que dão origem aos polímeros catiônicos e aniônicos utilizados em tratamento de água, saneamento, mineração, papel e celulose, petróleo e açúcar e etanol.

Com a redução temporária da oferta chinesa, o mercado monitora uma possível pressão sobre os preços da acrilonitrila no mercado asiático. Caso o movimento se consolide, os efeitos podem se espalhar para toda a cadeia de derivados, incluindo resinas ABS e polímeros industriais de alto consumo em operações de separação sólido-líquido, tratamento de efluentes e processos de floculação.

Para o Brasil, o impacto tende a ocorrer principalmente por meio dos preços de importação. O país importa volumes relevantes de ABS de fornecedores como Coreia do Sul, China, Taiwan e Arábia Saudita, mas também depende de insumos derivados da acrilonitrila para abastecer segmentos como saneamento, mineração e papel e celulose. Dessa forma, uma valorização da matéria-prima pode elevar os custos de fabricantes de bens duráveis e de empresas ligadas ao tratamento de água e processos industriais.

Adaptada Globalkem | 20 de Agosto de 2026

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Chemnet
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