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North Vancouver avança com planta de cloro da Chemtrade

A Chemtrade avançou no processo para manter a produção de Cloro líquido em sua unidade de cloro-álcalis em North Vancouver, no Canadá. Segundo comunicado da companhia, o pedido de alteração de zoneamento da planta foi aprovado em terceira leitura pelo Conselho do Distrito de North Vancouver, etapa importante, mas que ainda não representa a aprovação final da mudança regulatória.

A companhia havia solicitado a alteração em setembro de 2025 para permitir a continuidade da produção de Cloro líquido na unidade, operação realizada no local desde 1957. De acordo com a Chemtrade, a aprovação final permitiria avançar com investimentos em melhorias de segurança e confiabilidade operacional, com conclusão prevista para o fim de 2030.

A planta é considerada estratégica para o abastecimento canadense de produtos da cadeia de cloro-álcalis. Além de Cloro líquido, utilizado no tratamento municipal de água, a unidade também produz Soda Cáustica e Ácido Clorídrico, insumos aplicados em setores como energia, papel e celulose, tecnologia, mineração e saneamento. Segundo a companhia, mais de 60% da produção da unidade permanece no Canadá.

O caso ganhou relevância após a rejeição inicial do pedido de zoneamento em abril, motivada principalmente por preocupações de segurança levantadas por parte do conselho local, incluindo o risco de uma eventual liberação de Cloro. A Chemtrade, por sua vez, afirmou que a unidade opera desde 1957 sem grandes incidentes e que a continuidade do projeto permitiria ampliar os investimentos na planta. Na ocasião, a companhia informou que a unidade de North Vancouver era a maior produtora de Cloro líquido do Canadá, respondendo por mais de 40% da oferta nacional, e alertou que a interrupção da produção poderia ampliar a dependência canadense de fornecedores externos.

Para o mercado químico, a decisão reforça a importância estratégica de ativos locais de cloro-álcalis, especialmente em cadeias ligadas a tratamento de água, Soda Cáustica e Ácido Clorídrico. Embora o impacto para o Brasil seja indireto, o movimento mostra como questões regulatórias e comunitárias podem influenciar a continuidade operacional de plantas químicas essenciais e afetar a segurança de abastecimento em mercados regionais.

Autoral GlobalKem | 15 de julho de 2026

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