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Temporada de furacões 2026 começa com previsão abaixo da média

A temporada de furacões no Atlântico começou em 1º de junho com previsão de atividade abaixo do normal em 2026. Segundo a NOAA, a temporada, que vai até 30 de novembro, tem 55% de chance de ficar abaixo da média, com projeção de 8 a 14 tempestades nomeadas, das quais 3 a 6 podem se tornar furacões e 1 a 3 podem atingir grande intensidade.

A projeção também é acompanhada por instituições acadêmicas. A Colorado State University prevê uma temporada com 13 tempestades nomeadas, 6 furacões e 2 furacões de grande intensidade, abaixo da média histórica de 1991 a 2020. O relatório aponta que a transição para El Niño deve ser um dos principais fatores para limitar a atividade no Atlântico, já que tende a aumentar o cisalhamento vertical do vento, condição que dificulta a organização e intensificação dos sistemas tropicais.

Apesar da previsão menos ativa, o monitoramento segue importante para a cadeia de insumos químicos. Mesmo em temporadas abaixo da média, tempestades isoladas podem afetar portos, terminais, energia e operações industriais no Golfo dos Estados Unidos, região relevante para a produção e movimentação de químicos e petroquímicos. Esse risco pode impactar prazos de entrega, fretes e disponibilidade de cargas ligadas a cadeias como cloro-álcalis, PVC, MEG, Ureia, Enxofre e Ácido Sulfúrico.

Para o Brasil, o efeito tende a ser indireto, mas relevante para compradores industriais. Qualquer interrupção pontual em rotas logísticas ou polos produtores norte-americanos pode influenciar negociações internacionais e planejamento de abastecimento. Por isso, mesmo com uma temporada prevista como abaixo da média, os furacões seguem como fator de risco operacional para a cadeia global de químicos.

Autoral GlobalKem | 03 de junho de 2026

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