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El Niño 2026 deve aquecer demanda por coagulantes e pressionar custos energéticos

A transição para o padrão climático El Niño em 2026 deve reconfigurar a demanda por insumos químicos industriais no Brasil, com excesso de chuvas no Sul elevando o consumo de coagulantes como sulfato de alumínio e PAC em Estações de Tratamento de Água (ETAs), enquanto a seca no Norte/Nordeste exige ajustes em dosagens de correção de pH e desinfecção. Para operadores de saneamento, estudos indicam que o consumo de coagulantes pode aumentar entre 20% e 50% em períodos de chuva intensa, tensionando estoques regionais e exigindo flexibilidade de suprimento. 

Paralelamente, o El Niño pode comprometer o nível de reservatórios hidrelétricos no Centro-Sul, elevando a dependência de termelétricas e pressionando custos de energia elétrica. Como processos intensivos em eletricidade, como a eletrólise do sal para produção de Cloro e Soda Cáustica, têm a energia representando 40% a 60% do custo operacional total, reajustes tarifários decorrentes desse cenário podem comprimir margens de produtores de cloro-álcalis ou exigir repasse de preços ao longo da cadeia. 

Adicionalmente, eventos climáticos extremos associados ao El Niño, como tempestades e ventanias, aumentam a incidência de danos a infraestrutura urbana, elevando a demanda por tubos e conexões de PVC para reparos emergenciais. Para a logística de insumos perigosos como Ácido Sulfúrico e Cloro, interrupções pontuais em rotas terrestres ou operações portuárias podem atrasar a reposição de estoques. 

Autoral GlobalKem | 27 de maio de 2026

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