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Setor automotivo acelera em março de 2026: produção atinge maior nível desde 2019 e aquece demanda por insumos químicos industriais

O setor automotivo brasileiro registrou recuperação no primeiro trimestre de 2026, com produção de autoveículos atingindo 634,7 mil unidades, um aumento de 6% quando comparado ao primeiro trimestre de 2025, e emplacamentos somando 625,2 mil unidades (+13,3%), impulsionados por vendas internas resilientes e reação das exportações em março. A produção de março (264,1 mil unidades) representou o melhor resultado mensal desde outubro de 2019, sinalizando aquecimento da demanda por insumos químicos aplicados na cadeia automotiva.

A aceleração produtiva tende a sustentar o consumo de polímeros como polipropileno (PP) para para-choques e painéis, polietileno (PE) para tanques e reservatórios, e PVC para revestimentos de cabos e mangueiras. Adicionalmente, a expansão dos veículos eletrificados fabricados no Brasil, que atingiram 40,3% de participação nos registros do segmento em março, amplia a demanda por polímeros de engenharia, compostos isolantes e adesivos estruturais para componentes de baterias e sistemas de tração.

O programa Move Brasil, com mais de R$ 4 bilhões em financiamentos liberados pelo BNDES para renovação de frota pesada, começa a refletir no segmento de caminhões, que registrou alta de 31,9% nos emplacamentos em março. A recuperação do segmento de pesados tende a aquecer a demanda por insumos de maior durabilidade, como compostos anticorrosivos, fluidos hidráulicos e polímeros de alta resistência.

Apesar do cenário positivo, a Anfavea mantém cautela diante da instabilidade geopolítica global, citando a guerra no Oriente Médio como fator de risco para a cadeia de suprimentos. Para o mercado de insumos químicos, tensões que afetem rotas marítimas críticas podem influenciar custos de importação de matérias-primas e pressionar margens de produtores domésticos.

Adaptado GlobalKem | 23 de abril de 2026

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ANFAVEA
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