Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz: alívio logístico para cadeia de enxofre e derivados
O Irã anunciou em 17 de abril de 2026 que o Estreito de Ormuz está reaberto, com Teerã autorizando a passagem apenas por rotas coordenadas previamente, sinalizando uma possível normalização dos fluxos de petróleo, gás natural e subprodutos petroquímicos que transitam pela rota crítica. A declaração, emitida por autoridades portuárias iranianas, informa ser temporário de 10 dias, atrelada à duração do cessar-fogo no Líbano e região.
Para o mercado brasileiro, que depende majoritariamente de importações de enxofre, a reabertura da rota pode aliviar pressões logísticas e reduzir prêmios de frete e seguro que sustentavam patamares elevados de precificações para embarcações. A normalização do trânsito pelo Estreito de Ormuz pode contribuir para uma correção de preços no médio prazo, caso a oferta física de enxofre se recupere e os custos logísticos se estabilizem. Contudo, a trajetória de preços dependerá também de fatores estruturais, como a capacidade de produção nas origens e a demanda global por ácido sulfúrico e fertilizantes fosfatados.
Contudo, é importante ressaltar que a normalização do trânsito marítimo não elimina outros fatores de pressão sobre a cadeia de insumos químicos, como a volatilidade cambial (USD/BRL), a capacidade de produção nas origens e a demanda global por fertilizantes. A reabertura total do Estreito de Ormuz representa um movimento positivo para a cadeia de suprimentos de insumos químicos, mas seus efeitos práticos dependerão da velocidade de retomada dos volumes exportados e da evolução da demanda global.
Autoral GlobalKem | 19 de Abril de 2026