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Ataque à refinaria Satorp na Arábia Saudita pressiona cadeia de enxofre e intermediários petroquímicos

A refinaria Satorp, operada em joint venture entre a Aramco e a TotalEnergies na Arábia Saudita, teve um de seus dois trens de processamento danificado por incidentes ocorridos durante a noite de 7 para 8 de abril de 2026, resultando na redução de aproximadamente 600 mil barris/dia na produção de petróleo. A unidade, com capacidade total de refino de cerca de 460 mil barris por dia, produz produtos petroquímicos essenciais como paraxileno, benzeno e propileno, além de derivados como coque de petróleo, enxofre e nafta. 

O enxofre elementar, subproduto do processamento de petróleo e gás natural, é insumo crítico para produção de ácido sulfúrico via processo de queima. Para o mercado brasileiro, que depende majoritariamente de importações de enxofre, interrupções operacionais em refinarias sauditas reduzem a oferta global e elevam o prêmio de risco logístico. Em março de 2026, o enxofre registrava preços dentre os maiores níveis da série histórica, refletindo oferta restrita e demanda persistente do setor de fertilizantes. 

A paralisação parcial da Satorp pode reduzir a recuperação de enxofre no curto prazo, pressionando ainda mais os custos de importação para o Brasil. Adicionalmente, as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, mantêm os prêmios de frete e seguro elevados, fator que sustenta os altos patamares de custo para importadores brasileiros. 

Além do enxofre, a Satorp produz paraxileno, benzeno e propileno, matérias-primas essenciais para cadeias de polímeros e químicos especiais. O propileno é insumo base para produção de polipropileno (PP), enquanto benzeno e paraxileno alimentam cadeias de poliestireno, PET e resinas de engenharia. A redução de oferta desses intermediários no mercado global pode influenciar a precificação e a disponibilidade de volumes para exportação, afetando mercados importadores como o Brasil. 

A nafta, outro derivado da unidade, é matéria-prima crítica para produção de etileno via craqueamento a vapor, rota predominante na Ásia e Europa para fabricação de polietileno (PE), policloreto de vinila (PVC) e monoetilenoglicol (MEG). Interrupções no fornecimento de nafta podem pressionar margens de produtores e influenciar estratégias de alocação de cargas para mercados como a América do Sul. 

Autoral GlobalKem | 15 de abril de 2026 

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