Indústria sobe 2,3% em janeiro, mas queda anual de 9,7% mantém demanda cautelosa por insumos químicos
O faturamento da indústria de transformação brasileira subiu 2,3% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, mas permanece 9,7% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior. Para o mercado de insumos químicos industriais, o sinal é de recuperação frágil: a leve alta mensal pode sustentar demanda por produtos como soda cáustica, cloro e polímeros no curto prazo, mas a queda anual ainda indica capacidade ociosa e pressão sobre margens de produtores locais.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) ficou e estável em janeiro 2026, quando comparado a dezembro, mas 1 ponto percentual abaixo de janeiro de 2025. Esse nível de ociosidade tende a limitar compras de insumos de reposição e adiar investimentos em expansão.
Do lado do mercado de trabalho, o emprego na indústria de transformação avançou no mês, interrompendo quatro meses de retração. Embora modesto, o movimento pode sustentar consumo interno de produtos químicos ligados a bens de consumo.
A expectativa de início de cortes na taxa Selic ainda em março pode aliviar o custo de capital para investimentos em capacidade produtiva, mas o efeito sobre demanda de insumos deve ser gradual.
Adaptado GlobalKem | 12 de março 2026