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Cadeia do aço pode impactar demanda por ácido sulfúrico, cal e polímeros no Brasil

A INDA (Associação Nacional dos Distribuidores de Aço) realizou a projeção de crescimento de apenas 1,5% nas vendas de aço plano pelos distribuidores brasileiros em 2026, o que sinaliza demanda moderada por insumos químicos industriais estratégicos. Para a cadeia de beneficiamento de minério de ferro, o qual movimentou 28,5 milhões de toneladas em exportações brasileiras apenas em janeiro (BB investimentos), mantém-se o consumo de ácido sulfúrico e cal (virgem/hidratada) em processos de flotação e controle de pH.

No beneficiamento de chapas e bobinas, a pressão competitiva das importações de aço incentiva a eficiência no uso de soda cáustica, cloro e hipoclorito de sódio em etapas de neutralização e tratamento de efluentes. Estoques elevados de aço podem, contudo, moderar investimentos em expansão de capacidade de tratamento no curto prazo.

Paralelamente, a busca por redução de custos e resistência à corrosão abre espaço para especificação de PVC, PE e PP em revestimentos protetivos, embalagens industriais e componentes estruturais leves como alternativas ao aço em aplicações selecionadas.

A logística de distribuição de insumos químicos volumosos, como ácido sulfúrico e cal, segue sensível à competição por capacidade portuária e rodoviária com o fluxo de importação de aço, com reflexos diretos nos custos de suprimento para a indústria química nacional.

Autoral GlobalKem | 05 de março 2026

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