A economia chinesa apresentou novos sinais de desaquecimento no mês de novembro, conforme dados oficiais divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). O cenário macroeconômico do país enfrenta desafios simultâneos, marcados pelo aprofundamento da crise no setor imobiliário e por um desempenho aquém das expectativas na atividade industrial e no comércio varejista.
No que tange ao mercado imobiliário, os dados acumulados de janeiro a novembro revelam uma retração acentuada. As vendas de novas moradias em valor recuaram 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, uma queda superior aos 9,4% registrados no acumulado até outubro. Consequentemente, os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários sofreram uma retração de 15,9% nos primeiros onze meses do ano, intensificando a baixa de 14,7% verificada até outubro.
Esse cenário impactou diretamente a precificação dos ativos. De acordo com cálculos do The Wall Street Journal baseados nos números do NBS, o preço médio de novas moradias nas 70 maiores cidades da China caiu 0,39% em novembro ante outubro. Na comparação anual, a desvalorização foi de 2,78%, superando a queda de 2,6% registrada no mês precedente, o que evidencia a persistente fragilidade da demanda habitacional no país.
Por fim, os investimentos em ativos fixos acumularam queda de 2,6% entre janeiro e novembro em relação ao período equivalente de 2024. O dado aponta para uma piora no cenário de investimentos, visto que o declínio era de 1,7% nos primeiros dez meses do ano, e frustra a expectativas que previam um recuo ligeiramente menor, de 2,4%. O conjunto de indicadores reforça a cautela de investidores e analistas quanto à recuperação da segunda maior economia do mundo.
Adaptado GlobalKem | 16 de dezembro 2025