Indústria chinesa registra contração em novembro após três meses de expansão
A atividade industrial da China apresentou retração em novembro, com o PMI (Índice de Gerentes de Compras do setor industrial) caindo para 49,9 pontos, abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração. Esse resultado interrompe três meses consecutivos de crescimento e indica a primeira deterioração desde julho, embora a queda tenha sido marginal.
A produção industrial ficou praticamente estável, enquanto o ritmo de novos pedidos perdeu força e se aproximou da neutralidade. Apesar disso, os pedidos de exportação avançaram no maior ritmo em oito meses, refletindo esforços bem-sucedidos das empresas para ampliar negócios no exterior. O enfraquecimento da demanda interna levou a cortes de empregos, com redução de pessoal por demissões e ajustes de quadro, enquanto os fabricantes buscavam controlar custos. Essa diminuição contribuiu para um novo aumento no volume de trabalho pendente, que acumula quatro meses consecutivos de alta.
As compras de insumos recuaram pela primeira vez desde junho, acompanhando a desaceleração dos novos negócios. Essa redução ajudou a melhorar os prazos de entrega dos fornecedores. Os estoques também diminuíram: os de matérias-primas caíram no ritmo mais rápido em quase um ano, e os de produtos acabados registraram a maior queda em quase três anos, sinalizando cautela das empresas diante da demanda fraca.
Nos preços, os custos de insumos continuaram subindo, pressionados por metais mais caros, mas a taxa de inflação foi a mais baixa da sequência atual de cinco meses. Para manter competitividade, os fabricantes reduziram os preços de venda, mesmo com custos elevados.
Apesar do cenário de contração, o sentimento empresarial melhorou, sustentado por expectativas de políticas de estímulo, planos de expansão e lançamento de novos produtos, fatores que podem apoiar um crescimento moderado no próximo ano.
Adaptada GlobalKem | 02 de dezembro de 2025