A celulose brasileira deixou de fazer parte das tarifas de importação nos Estados Unidos. Com o decreto do presidente Donald Trump, no último dia 05, o insumo foi retirado da lista de produtos taxados, incluindo a alíquota de 10%. Em 2024, o Brasil, maior fornecedor mundial de celulose, exportou cerca de 3 milhões de toneladas para os EUA.
O Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá), que representa os fabricantes de celulose, confirmou que as isenções já estão em vigor. O produto havia sido incluído anteriormente na lista de exceções às tarifas adicionais de 40% aplicadas em agosto sobre produtos brasileiros. Entretanto, papéis em geral e painéis de madeira continuam sujeitos a tarifas de 50% e 40%, respectivamente.
O presidente da Ibá, Paulo Hartung, avaliou a medida como muito positiva para o setor: “É fundamental que o governo mantenha firme a busca por canais comerciais, assim como os empresários devem manter contato constante com clientes e fornecedores. Vale destacar que o novo decreto não altera as tarifas adicionais sobre papéis em geral e painéis de madeira, questões que ainda precisam ser endereçadas e estão sendo acompanhadas de perto pela Ibá e pelas empresas associadas”, afirmou Hartung.
A decisão da Casa Branca beneficia especialmente as grandes exportadoras brasileiras de celulose. Além disso, com a retirada das tarifas, é esperado um aumento na demanda por insumos químicos utilizados no processamento da matéria-prima, como soda cáustica, ácido sulfúrico, cloro e hipoclorito de sódio. A retomada das exportações para os EUA pode impulsionar o consumo desses produtos, beneficiando fornecedores nacionais e internacionais e fortalecendo toda a cadeia produtiva do setor.
Adaptado GlobalKem | 16 de setembro de 2025