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Conflito no Oriente Médio e custos energéticos comprimem resultados de químicas europeias no 1º trimestre de 2026

Produtoras químicas europeias registraram resultados pressionados no primeiro trimestre de 2026, impactadas pela combinação de custos energéticos elevados, interrupções logísticas no Estreito de Ormuz e demanda industrial moderada, segundo relatório do Global Banking & Finance. O cenário afeta diretamente a competitividade de insumos químicos, como ácido sulfúrico, soda cáustica, cloro e derivados, cujas cadeias de produção dependem de energia intensiva e matérias-primas vinculadas ao petróleo e gás natural. 

A Bélgica, principal origem de importação de ácido sulfúrico para o Brasil, compartilha dinâmicas de custo energético com a Alemanha e outros polos industriais europeus. Custos de eletricidade até três vezes superiores aos de concorrentes nos EUA e no Oriente Médio comprimem margens de produtores de cloro-álcalis, limitando a flexibilidade de oferta para exportação. A produção europeia de cloro recuou 12% em janeiro de 2026, com taxa de utilização de capacidade em 65,5%, indicando margem ociosa que pode ser acionada conforme a recuperação da demanda industrial, mas que no curto prazo reduz a disponibilidade de derivados como hipoclorito de sódio e ácido clorídrico para mercados importadores. 

Adicionalmente, a dependência europeia de gás natural para geração de energia e produção de químicos básicos expõe o bloco a volatilidades de preço associadas a interrupções no fluxo de hidrocarbonetos. Estimativas de analistas indicam que um bloqueio total do Estreito de Ormuz poderia elevar os preços de gás natural na Europa em até 130%, pressionando ainda mais as margens da indústria química regional. 

Para o mercado brasileiro, que depende de importações de insumos químicos de origens como Bélgica, EUA e China, o cenário europeu de compressão de margens reforça a necessidade de monitoramento nessas regiões. A elevação dos prêmios de frete e seguro devido às tensões no Estreito de Ormuz, o qual é uma rota crítica para exportações de enxofre e derivados do Golfo Pérsico, sustenta patamares elevados de custo para importações de enxofre, insumo base para produção de outros derivados químicos.  

Adaptada GlobalKem | 15 de abril de 2026 

Fonte
Global Banking e Finance Review
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