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Abiquim entende como positivo o Plano Brasil Soberano do governo brasileiro

A Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) anunciou em um posicionamento realizado na última quinta-feira (14) que considera importante para a preservação da competitividade e do emprego a implantação do Plano Brasil Soberano, visando auxiliar os setores afetados pelo tarifaço do Trump. A associação ainda reforça a urgência de renegociação com os EUA por mais exclusões do tarifaço.

A indústria química nacional importa cerca de US$ 2,5 bilhões por ano em insumos químicos para uso industrial. Sendo assim, além de perdas diretas, a preocupação se estende aos impactos sobre os setores demandantes dos produtos, como plásticos, calçados, alimentos e vestuário, os quais também poderão acessar o pacote de apoio.

O Plano Brasil Soberano direcionará R$ 30 bilhões para crédito a exportadores e antecipará ajustes no Reintegra. Diante este cenário, além do apoio financeiro, ajustes tributários, prorrogação de prazos, medidas de proteção ao emprego e possibilidade de compras governamentais de exportações que ficariam inviabilizadas pelo tarifaço, poderão ser concebidos.

A Abiquim ressalta que entre os 700 itens inicialmente listados, cinco já foram excluídos, equivalentes a aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações. A associação ainda informa que, identificou 90 novos produtos, os quais somados totalizam US$ 500 milhões por ano, portanto, com as novas exclusões o valor pode chegar a US$ 1,5 bilhão. Contudo, a ampliação da lista de exclusões depende de avanços rápidos nas negociações diretas entre os governos. Por fim, caso as tarifas sejam mantidas, a Abiquim ainda alerta que novos mercados deverão ser procurados, evitando perdas maiores. 

Adaptado GlobalKem | 26 de agosto de 2025

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ABIQUIM
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