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Juros elevados e tarifa dos EUA podem agravar crise industrial brasileira

A indústria brasileira segue enfrentando um cenário desafiador com a economia e a atividade industrial. A taxa básica de juros, atualmente mantida em 15% ao ano, o nível mais alto desde 2006, coloca o Brasil como o segundo país com maior taxa de juros reais do mundo, pressionando fortemente o setor produtivo. Essa política monetária tem dificultado investimentos e comprometido o desempenho da economia nacional.

Ao mesmo tempo, o ambiente externo também tem dificultado o posicionamento brasileiro. O governo dos Estados Unidos impôs em 9 de julho, de forma unilateral, uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A medida rompe uma relação comercial historicamente integrada e prejudica cadeias produtivas de ambos os países, trazendo insegurança para contratos.

Outro cenário preocupante está relacionado aos resultados da indústria de transformação. Após uma queda de 1% no PIB do setor no primeiro trimestre de 2025, a produção acumulou recuo de 1,2% entre abril e maio. Dados da CNI mostram ainda quedas sucessivas no faturamento, na capacidade instalada e nas horas trabalhadas. Ainda, a confiança do empresário está em baixa há sete meses, período mais longo da última década.

Neste sentido, a Agência de Notícias da Indústria, reforça que é preciso negociar as tarifas dos EUA com equilíbrio diplomático, enquanto, no âmbito interno, o ideal seria o país reduzir os juros, preservar o equilíbrio fiscal e avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios e reduzam custos essenciais, como o da energia.

Adaptado GlobalKem | 16 de julho de 2025

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FGV IBRE
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