Mercado

Inflação cai a menor nível desde 2021 na Europa

A inflação da Zona do Euro retraiu a seu menor nível desde outubro de 2021 para 4,3%. Em agosto, esse número era de 5,2% ao ano (a.a.). Já a inflação subjacente – que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco – caiu a 4,5% a. a. após os 5,3% registrados em agosto.

Essa movimentação se deu após a decisão de elevar as taxas de juros a níveis recorde em setembro, a 4%, que, segundo o Banco Central Europeu (BCE), deve ser suficiente para atingir a meta de inflação.

Segundo as projeções do próprio BCE, é esperado que o ano de 2023 feche com média de inflação de 5,6%, 2024 com 3,2%, atingindo os 2,1% em 2025. Em termos de crescimento, pode-se esperar avanço de 0,7% este ano, seguido por 1 e 1,5% para os dois próximos anos. De acordo com o Banco Central francês, ainda é cedo para dizer quando os cortes na taxa de juros começarão a acontecer.

O quadro inflacionário permanece altamente divergente entre as nações europeias. As altas anuais de preços na Alemanha, a maior economia da Zona do Euro, permanecem bem acima da meta, em 4,3%, enquanto também enfrenta uma contração econômica. Segundo a Eurostat – agência de estatísticas da Zona do Euro –, Espanha, França, Eslováquia e Eslovênia também sofrem com inflações consideravelmente altas. Com a inflação e taxas de juros elevadas, principalmente na Alemanha – grande polo industrial e de produção de produtos químicos como Soda Cáustica e Cloro – as indústrias podem enfrentar um momento de altas nos preços dos produtos alemães, com o Euro enfraquecido, permitindo que o mercado de insumos químicos substitua parcialmente a oferta alemã por de outras origens.

Adaptado GlobalKem | 04 de outubro de 2023

Fonte
CNBC
Etiquetas
Mostrar mais
Botão Voltar ao topo
Fechar