Estados Unidos estudam incentivos para reduzir exportações de Enxofre
O governo dos Estados Unidos está avaliando medidas para reduzir o custo do transporte doméstico de Enxofre e direcionar uma parcela maior da produção das refinarias da Costa do Golfo para a indústria norte-americana de Fertilizantes Fosfatados. A iniciativa está sendo discutida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em conjunto com o Departamento de Transportes, mas ainda não há restrição formal às exportações nem definição sobre o formato dos incentivos.
A proposta concentra-se no uso da infraestrutura ferroviária para transportar Enxofre fundido das refinarias até as fábricas de fertilizantes. O objetivo é reduzir os custos logísticos, tornar o mercado doméstico mais atrativo para os fornecedores e evitar que o produto precise ser solidificado e posteriormente refundido antes do consumo industrial.
A discussão ocorre em meio ao forte aperto da oferta internacional e à elevação dos preços do Enxofre, que vêm reduzindo a produção de Fertilizantes Fosfatados. A Mosaic diminuiu a operação de suas unidades na Flórida e paralisou a produção de fosfatados em sua planta de Faustina, na Louisiana. A OCP, do Marrocos, também opera com taxas reduzidas devido ao elevado custo da matéria-prima.
Apesar da pressão sobre a indústria, participantes do mercado afirmam que o principal problema dos Estados Unidos não é a disponibilidade física de Enxofre, já que a América do Norte produz cerca de duas vezes o volume que consome. A dificuldade está no preço necessário para que os fabricantes domésticos consigam competir com o mercado de exportação. Entre as alternativas discutidas estão incentivos às refinarias, redução do preço de venda e programas de apoio financeiro semelhantes aos subsídios utilizados na Índia.
Uma eventual retenção de volumes nos Estados Unidos poderia reduzir a disponibilidade de Enxofre para exportação e aumentar a disputa internacional por cargas, com possíveis reflexos sobre compradores como o Brasil. O movimento atingiria diretamente os custos de produção de Ácido Sulfúrico, Ácido Fosfórico entre outros derivados, embora o impacto dependa do formato dos incentivos e da resposta das refinarias norte-americanas.
Adaptada GlobalKem | 28 de setembro de 2026