Legislação

Aumento da mistura de etanol na gasolina pode sustentar demanda por insumos para fermentação

A queda de 17,6% na produção de açúcar do Centro-Sul brasileiro na segunda quinzena de julho, combinada à elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%, reforça as expectativas de maior direcionamento da cana para a produção de etanol nos próximos meses.

A decisão foi motivada pela volatilidade do mercado internacional de petróleo e pelo objetivo de reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados. Ao substituir uma parcela maior da gasolina por etanol produzido no país, o governo busca aumentar a segurança energética, reduzir a exposição aos preços externos e ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz nacional.

Além do potencial impacto sobre o mercado de açúcar, o movimento pode beneficiar fornecedores de insumos utilizados diretamente no processo de fermentação e na operação industrial das usinas. Entre os produtos com maior exposição estão a Ureia Industrial 46%, utilizada como fonte de nitrogênio para leveduras, o Ácido Fosfórico, empregado na nutrição e no ajuste do processo fermentativo, e a Soda Cáustica, amplamente utilizada na limpeza de equipamentos e sistemas industriais.

A decisão do governo deve elevar a demanda doméstica por etanol em cerca de 1 bilhão de litros por ano, aumentando a necessidade de processamento nas usinas e sustentando o consumo desses insumos ao longo da safra.

Autoral GlobalKem | 20 de agosto de 2026

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