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Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona expectativas de exportações do setor químico brasileiro

A indústria química brasileira avaliou de forma positiva a confirmação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, enxergando uma oportunidade relevante para ampliar exportações e reposicionar o setor em cadeias globais de maior valor agregado. A avaliação foi destacada pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que vê no acordo um avanço estratégico para a competitividade do segmento.

Segundo a associação, o tratado amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa. A confirmação ocorre em um momento desafiador para a indústria química nacional. Segmentos como o petroquímico enfrentam forte pressão competitiva devido à elevada oferta de produtos da China nos mercados globais, o que tem comprimido preços e margens de lucro. Nesse contexto, a Abiquim avalia que a diversificação de destinos comerciais e o acesso preferencial ao mercado europeu podem contribuir para mitigar riscos e ampliar oportunidades de exportação.

Apesar do otimismo, o histórico da balança comercial entre Brasil e União Europeia segue desfavorável ao setor químico. Em 2025, o déficit alcançou US$ 13,5 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 2,2 bilhões e importações de US$ 15,7 bilhões. O acordo prevê ampla liberalização tarifária, com prazos de desgravação escalonados, além de cláusulas relacionadas à sustentabilidade, compras governamentais, propriedade intelectual e novas tecnologias, fatores considerados essenciais para a modernização do setor.

Entidades industriais como a Fiesp também receberam a confirmação do acordo com entusiasmo, destacando que o tratado tende a transformar a dinâmica de negócios entre Mercosul e União Europeia. A federação ressaltou que o desafio agora será interno: inovar, elevar produtividade e garantir isonomia competitiva para que a indústria brasileira possa capturar plenamente os benefícios do novo ambiente comercial.

Adaptada GlobalKem | 13 de janeiro 2026

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Investing
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