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Indústria nacional de cloro-álcalis registra queda de 13% nas vendas em 2025

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), que representa cerca de 98% das indústrias brasileiras do setor, entre janeiro e abril de 2025, a produção de cloro registrou queda de 17,3% comparado ao mesmo período de 2024, enquanto a fabricação de Soda Cáustica, obtida durante o mesmo processo, também desacelerou, com variação de 17,2%. Os resultados refletem um cenário desafiador para a indústria química, principalmente no setor químico.

A utilização da capacidade instalada para produção de cloro sofreu queda de 17,9% no período avaliado, indo de 75,9% em 2024 para 62,3% em 2025.  Ainda, com relação aos produtos derivados, o setor produziu 104 mil toneladas de ácido clorídrico e 28,5 mil toneladas de hipoclorito de sódio, destinados majoritariamente às indústrias química, petroquímica, alimentícia, de papel e celulose, e metalúrgica.

O consumo interno das indústrias cloro-álcalis também retraiu no período, com aquisição de 282 toneladas de cloro até abril deste ano, com retração de 17,5% frente às 342 toneladas de 2024. E em relação à Soda Cáustica, a queda foi ainda maior, com retração de 18,1%.

O atual presidente executivo da Abiclor, Nelson Felipe Junior, ressaltou que é importante levar em consideração que a indústria química geral teve queda de 3,8% no primeiro trimestre. Sendo assim, os problemas estruturais, a concorrência global, principalmente frente a produtos chineses e norte-americanos, e o conjunto de gargalos precisam ser resolvidos para cessar a retração do segmento.

As vendas totais do cloro produzido no Brasil caíram 13,2% entre janeiro e abril de 2025, quando comparadas ao mesmo período em 2024, enquanto a produção de Soda Cáustica retraiu 13,6% no mesmo período.

Olhando para as importações, apesar do consumo de cloro estrangeiro ter retraído 21,5%, as importações de Soda Cáustica aumentaram 5,3% em 2025, com origem principalmente nos Estados Unidos, país responsável por 97% dos volumes importados pelo Brasil entre janeiro e junho de 2025.

Apesar do cenário desafiador, o setor vê perspectivas de retomada para o setor com grandes projetos relacionados ao Marco Legal de Saneamento, que poderá impulsionar a demanda por produtos como PVC e químicos para tratamento de água.

Adaptado GlobalKem | 24 de julho de 2025

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Jornal do Brás
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