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Redução dos estímulos fiscais deverão enfraquecer a economia chinesa ao longo do 2º semestre

A economia da China poderá enfrentar um segundo semestre mais fraco em 2025, com a redução dos estímulos fiscais e retração das exportações. O apoio fiscal, que vinha sustentando a demanda doméstica, foi mais concentrado no início do ano e tende a diminuir nos próximos meses, com menor emissão de títulos pelo governo.

Em 2024, as exportações responderam por uma parcela significativa do crescimento econômico, mas atualmente mostram sinais de desaceleração. No mercado doméstico, o consumo apresentou recuperação recente, influenciado por programas como o de substituição de eletrodomésticos, mas o impulso pode ser temporário, não sendo suficiente para reaquecer a economia chinesa.

No primeiro trimestre de 2025, dados oficiais apontaram crescimento econômico de 5,4% na comparação anual. No entanto, esse desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que se mantiveram mais intensas, uma vez que o mercado consumidor tentava antecipar tarifas, especialmente dos Estados Unidos.

O setor de investimentos continua fragilizado, impactado pela crise no setor imobiliário, o que contribui para preços de imóveis em queda, mantendo também a atividade da construção civil retraída, sem sinais consistentes de recuperação.

Em relação a política monetária, o Banco do Povo da China tem mantido uma postura cautelosa, com cortes limitados nos juros, diante do risco de agravar a sobrecapacidade industrial.

Adaptado GlobalKem | 26 de junho de 2025

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