
A indústria química ao longo do Golfo dos EUA deverá enfrentar uma intensa temporada de furacões entre junho e novembro, apesar dos efeitos potenciais das interrupções possam ser parcialmente mitigados pelo excesso de capacidade global e pelo enfraquecimento da demanda.
Dentro dos principais impactos da temporada de furacões no setor químico está a inativação de fábricas e refinarias por possíveis danos aos equipamentos e rede elétrica, interrupção das cadeias logísticas e de suprimentos, fechamento ou bloqueio de Portos, ferrovias e rodovias.
A maior parte das instalações petroquímicas dos EUA se concentra nos estados do Texas e Louisiana, regiões vulneráveis aos furacões. Outros polos importantes estão no Mississippi, Alabama e Flórida, este último também relevante para a produção e logística de fosfatos e fertilizantes.
Além dos efeitos da temporada de furacões, outro fator de atenção são as altas temperaturas previstas para o verão, com até 1 °C acima do normal no Texas, o que pode prejudicar a produtividade das plantas de processamento de gás natural, como ocorreu em agosto e setembro de 2024, afetando os custos produtivos. Apesar dos riscos, o excesso global de capacidade química limita o impacto de eventuais paralisações.
A demanda, por sua vez, deve seguir abaixo do avanço registrado em 2024, com crescimento de aproximadamente 2,2%, cerca de 0,6% abaixo do ano anterior. Ainda, os EUA podem retomar tarifas contra vários países em julho, incluindo a UE, que já prepara retaliações sobre produtos químicos e plásticos como soda cáustica, VAM, PE, PP e PVC. Sendo assim, se não houver acordo, novas tarifas podem reduzir ainda mais a demanda, contribuindo para uma projeção de avanço ainda mais cautelosa.
Autoral GlobalKem | 26 de maio de 2025