Produção industrial de Estados avança em Pesquisa Industrial Mensal (PIM)

Os maiores avanços registrados no avanço de 1,2% da produção industrial em março, ocorreram nos estados do Amazonas (5,6%), Espírito Santo (4,6%), Pará (4,6%) e Rio de Janeiro (4,5%), todavia o estado que apresentou a maior queda foi Pernambuco (- 5,0%). Comparando com março de 2024, 11 dos 18 locais pesquisados apresentaram uma alta totalizada de 3,1%. Em um acúmulo de 12 meses, o avanço de 3,1% foi associado a 14 dos 18 locais, entretanto, apresentando um maior dinamismo em apenas 9. Os dados foram divulgados pelo IBGE (14/05).
Bernardo Almeida, explica que a indústria nacional cresceu 1,2% após cinco meses sem apresentar um crescimento relevante, se apresentando como um movimento compensatório. Entretanto, ainda existe a taxa de juros elevada e a redução na concessão de crédito, o que impacta negativamente nos investimentos com relação a produção industrial, esfriando o ritmo de produção.
O analista ainda traz informações sobre a indústria amazonense, apresentando um crescimento de 5,6% entre fevereiro e março, eliminando perdas equivalentes a 3,5%, referentes aos dois meses anteriores. Alguns setores que se destacaram positivamente nesse crescimento, foram o de derivados do petróleo e biocombustíveis e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.
A indústria paulista cresceu 2,1%, após sofrer um recuo de 0,6% em fevereiro, sendo a taxa mais alta apresentada desde junho de 2024, encontrando-se 2,2% acima de seu estágio pré-pandemia, estabelecido em fevereiro de 2020.
Já Pernambuco, com a maior queda de fevereiro para março, vê seu avanço de 2,4% do mês anterior ser completamente eliminado. Esse comportamento negativo deve-se as indústrias de veículos automotores e de produtos químicos.
Período acumulado de 12 meses
No período acumulado de 12 meses, o qual apresenta um avanço de 3,1%, o avanço mais acentuado ocorreu no estado do Paraná (15,1%). O estado do Paraná teve sua alta estimulada, principalmente devido ao comportamento dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, além de produtos químicos, alimentícios, máquinas, veículos, aparelhos e materiais elétricos.
Contudo, alguns estados apresentaram um recuo na expansão industrial, Pernambuco (-22,6%) é o estado que lidera essa estatística nesse período de 12 meses, em seus locais avaliados, sentiram-se pressionados pelas atividades de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, indústrias extrativas e metalurgia.
Entre os dezoito locais avaliados nesse período acumulado, apesar de onze dos dezoito locais avaliados terem apresentado um avanço na indústria, quatorze desses dezoito registraram uma taxa positiva no mês de março de 2025. Desses quatorze locais, nove indicaram um dinamismo maior frente aos índices de fevereiro de 2025, sendo os principais os estados do Paraná (4,1% para 6 6,5%), Amazonas (de 0,3% para 1,5%), Santa Catarina (de 7,7% para 8,7%), Mato Grosso do Sul (de 1,9% para 2,8%) e Bahia (de 1,8% para 2,5%).
Adaptado GlobalKem | 20 de maio de 2025