China pede fim das tarifas dos EUA e nega negociações comerciais em andamento

A China reiterou nesta quinta-feira (24) seu pedido para que os Estados Unidos cancelem todas as tarifas “unilaterais”, em meio a sinais de possível recuo do governo norte-americano na guerra comercial com Pequim.
Apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre um “contato direto” entre os países, autoridades chinesas negaram a existência de negociações comerciais em andamento. “A China e os Estados Unidos não realizaram consultas ou negociações sobre tarifas, muito menos chegaram a um acordo”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
He Yadong, do Ministério do Comércio da China, reforçou a posição do país: “Os EUA devem remover todas as medidas tarifárias unilaterais se realmente quiserem resolver a questão comercial”. Ele ainda usou uma metáfora popular: “A pessoa que amarrou o sino deve desamarrá-lo”.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o governo Trump estaria considerando reduzir as tarifas impostas sobre produtos chineses — atualmente em até 145% — para uma faixa entre 50% e 65%, à medida que se aguarda uma abertura para negociações.
Em Pequim, o Ministério do Comércio realizou uma mesa redonda com mais de 80 empresas e câmaras estrangeiras para discutir os impactos das tarifas americanas. O vice-ministro Ling Ji afirmou que o governo chinês trabalhará para enfrentar os desafios impostos às empresas estrangeiras.
Em paralelo, o presidente do banco central da China, Pan Gongsheng, declarou em Washington que o país continuará apoiando o sistema multilateral de comércio e as regras de livre comércio, durante um evento do G20.
Adaptado GlobalKem | 24 de abril de 2025